A Revista Sillogés - http://historiasocialecomparada.org/revistas/index.php/silloges/ - anuncia a chamada de trabalhos para o dossiê Educação, acervos e Patrimônio Histórico Educativo organizado pelos Prof. Dr. José Edimar de Souza (UCS),Profa. Dra. Rosa Fátima de Souza Chaloba (UNESP) e Prof. Dr. Gabriel Scagliola (Museo Pedagógico José Pedro Varela e Institutos Normales de Montevideo)
Prazo para o
envio: 30 de junho de
2026
Contamos com sua colaboração através de artigos ou resenha relacionados a essa importante temática de nossa historiografia. Lembramos que a Sillogés recebe também artigos e resenhas de diferentes temas em fluxo contínuo.
Abaixo, mais detalhes sobre a proposta de dossiê.
Educação, acervos e Patrimônio Histórico Educativo
O
conceito de Patrimônio Histórico Educativo tem posto em relevo a importância de
se preservar a diversidade de bens materiais e imateriais relacionados à
educação (documentos, objetos, materiais escolares, práticas educativas,
memórias docentes, etc.). O reconhecimento do patrimônio educativo como
patrimônio cultural da sociedade é fundamental, pois, a educação escolar ou não
escolar ocupa um lugar de fundamental importância nas sociedades
contemporâneas.
Entendemos
que é pela educação, no conjunto de seus processos educativos, que novas e
distintas óticas sejam possíveis de se concretizar por meio da sensibilização,
manutenção, preservação e resistência frente as tensões postas pelo impacto das
inovações tecnológicas. As transformações da experiência social produzem
impacto também no modo como compreendemos a memória cultural de um lugar, de
uma instituição, das representações e práticas, como enfatiza Juri Meda (2014,
p. 509)[1],
“la memoria [...] tiene que tener en cuenta tambíen los fenómenos de
transformación de las memorias individuales a lo largo de la historia, como
reflejo de los cambios generacionales. Considerando la memoria de la escuela como parte
integral de la memória cultural de una comunidade.”. Para
González (2009), as relações entre educação, os acervos e o patrimônio contribuem para formação
cidadã e democrática dos sujeitos, bem como espaço de aprendizagem,
experimentação e criação de atitudes de apropriação cultural.
González (2009, p. 25)[2] afirma que participar ativamente da “[...] recuperación, difusión y/o activación de bienes culturales que forman parte de un pasado compartido abre la posibilidad de desarrollar sentimentos de pertenencia y de actitudes de responsabilidade ciudadana y de compromisso con la propia historicidad.”. É nessa perspectiva que entendemos que o Patrimônio Cultural compreende ações sócio históricas que perpassa as mobilizações educativas e sociais comprometidas com o reconhecimento, a valorização e preservação das memórias e das histórias de diferentes grupos e comunidades.
Nosso
propósito com este dossiê é contribuir para aprofundar o debate referente as
interlocuções entre Educação, os diferentes tipos de Acervos de preservação de
memória e o Patrimônio Histórico Educativo. Concordamos com o argumento de
Augustín Escolano Benito, em entrevista concedida a Souza (2018)[3],
de que investigar a materialidade produzida historicamente nas instituições
envolve “[...] restos materiales de la historia escolar que muestran o
encriptan significados [...] y nuestras memórias se ven activadas al entrar en
contacto con estos testimonios.” Nesse sentido, acolhemos resultados de
pesquisas que problematizam a questão do patrimônio educativo, além de
perspectivas teóricas e metodológicas no procedimento de pesquisas sobre o
patrimônio cultural e histórico educativo, das novas perspectivas sobre a
cultura escolar e suas materialidades; bem como estudos que tenham como objeto
de investigação formas de conservação e preservação de artefatos e objetos do
cotidiano educacional; usos e práticas de acervos ou arquivos.
[1] Meda, Juri. La escuela del pasado y
su conmemoración em los museos de la escuela italianos: tendencias y
perspectivas. In: Rubio, Ana Maria
Badanelli; Sanz, María Poveda; Guerrero, Carmen Rodríguez. (Coords.). Pedagogía museística: práticas, usos
didácticos e investigación del patrimônio educativo. Actas de Las VI Jornadas
Científicas de La Sociedad Española para el estudio del Patrimonio Histórico
Educativo. Madrid, 2014. p. 509-521.
[2] ´González, Alba Susana. Patrimonio,
Escuela y Comunidad. Buenos Aires. Lugar Editorial, 2009.
[3] Souza, José
Edimar de. La escuela como cultura y sus prácticas educativas: entrevista con
Augustín Escolano Benito. CONJECTURA: Filosofia E Educação, 23(1), 2018, p.199–207.
Recuperado de
https://sou.ucs.br/etc/revistas/index.php/conjectura/article/view/5723
